Avaliação do processo de fermentação para produção de etanol a partir do amido da mandioca: análise de viabilidade técnica e comparativa com o etanol da cana-de-açúcar e milho

Rute da Costa RAMOS, Fabio Cesar da SILVA, Erlane Santos SERRA, Gabriela Dias FERNANDES

Resumo


A crescente demanda por fontes alternativas de energia renovável impulsionou o desenvolvimento de biocombustíveis, com destaque para o etanol. Tradicionalmente produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho, já atingindo 25% do etanol produzido no país. Nesse cenário, a mandioca surge como uma alternativa promissora devido ao seu alto teor de amido, que pode ser convertido em açúcares fermentáveis após a hidrólise. A mandioca apresenta vantagens, como adaptabilidade a diferentes solos e climas, baixo custo de produção e resistência a pragas. Sua utilização pode impulsionar o desenvolvimento socioeconômico em regiões menos industrializadas, gerando emprego e renda, ao mesmo tempo, em que contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa por se tratar de um biocombustível renovável com menor impacto Ambiental. A diversificação de matérias-primas para a produção do etanol, fortalece a segurança energética, diminui a dependência de culturas tradicionais. Além disso, mitiga riscos associados a variações de mercado e condições climáticas. Dessa forma, investir em pesquisa e tecnologia voltadas à produção de etanol a partir da mandioca representa uma estratégia sustentável, capaz de integrar avanços ambientais, sociais e econômicos. Além de ampliar a matriz energética renovável do Brasil, essa alternativa reforça o compromisso com soluções que conciliam eficiência produtiva e preservação ambiental, contribuindo de forma decisiva para o futuro energético do País. Assim, o presente estudo, por meio de uma revisão bibliográfica, realiza uma comparação detalhada entre a produção de etanol a partir do amido de mandioca e do milho, considerando variáveis como produtividade agrícola, açúcares totais, conversão teórica, produtividade do etanol e preço CIF. Os dados disponíveis indicam que o milho é uma matéria-prima viável para a produção de etanol, apresentando produtividade significativa e custo unitário competitivo. A cana-de-açúcar, por sua vez, constitui uma matéria-prima tradicional e amplamente consolidada no Brasil, com elevada produtividade em etanol e balanço energético favorável.


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